As 19:41
Por vezes penso que estou a escrever sobre
algo que me é desconhecido mas acabo por escrever sobre algo que me é tão
familiar, que vive dentro mim e que por vezes tem voz própria.
Não sou dicionário,
nem sou um livro, sou apenas uma estagiária e amadora a escritora que pensa com
palavras que ensurdecem o silêncio que se sente pelo mundo.
Sobre tudo aquilo
que posso escrever acabo sempre por escolher algo fora da minha zona de
conforto, até já poemas de improviso e rima tentei escrever, mas acabo sempre
por voltar á confiança e á praia cujo
barulho do mar já eu conheço. Sonho a preto e branco mas construo a
colorido.
Gosto de estar
sozinha mas não de me sentir sozinha.
Gosto de saber a diferença entre estas duas
situações.
Gosto de saber.
Gosto muito, de
muita coisa.
Nasci assim.
Reinventei-me assim.
As horas que andam
por caminhos apertados e devagar são tempo livre, tempo gasto a falar do que
escrever e a escrever daquilo que falo.
E não me calo.
Nunca.
Estou cansada.
Não durmo há duas
semanas.
Adormeci para a
vida.
Acordei para os
momentos, pessoas, memórias.
Se sou escritora,
não o sei, mas sou fingidora da dor até me aperceber que ela, afinal de contas,
vive dentro de mim. Se sorrio por fora choro por dentro.
Se choro por fora,
sou o espelho do meu interior.
Sou portuguesa.
Sou francesa.
Sou Indiana.
Sou africana.
Sou do mundo.
Sou filha.
Sou neta.
Sou amiga.
Sou irmã.
Vivo.
Escrevo sobre o que
vivo.
Vivo aquilo que escrevo.
Sou o contraste
entre a dor e a arte de a fingir.



Como sempre, Mia, o teu texto está LiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiNDO!!
ResponderEliminarContinua! <3