Resende, 17 de Abril de 2020
Escrevo
porque não sei de muita coisa, escrevo porque queria saber. Escrevo por necessidade,
escrevo por pedido da minha alma que se sente só e abandonada quando não escrevo.
Escrevo por amor, escrevo sobre o amor, também, escrevo sobre pessoas, seres que
deambulam por este mundo em busca de uma paixão, e eu ousada e amadora
escritora encontrei a minha por acaso, acabando por me envolver num caso de
amor ardente, num tango apaixonante que dança ao meu ritmo e ao delas, das palavras.
Admiro
que tem o dom da palavra, admiro quem é de palavra, admiro que as perde, por
vezes, admiro quem as pinta nesta tela já pintada a preto e branco que, aos
poucos, se vai destruindo.
Escrevo
porque me acalma, escrevo o que quero dizer e não devo, escrevo porque me sinto
livre, escrevo por que sinto, muito, muitas vezes. Escrevo porque amo, escrevo
porque nasceu comigo, porque estava infiltrado onde não se podia ver, onde só
batia um coração que batia ao ritmo que a caneta produzia enquanto rasga e
percorre o papel. Escrevo porque sim, escrevo porque não, porque quero, quando
quero e, às vezes, quando nem apetece.
Escrevo
porque não ajo por mim.
Ajo por
paixão, por impulso, por querer, por amor. Moram em mim, Camões, Saramago,
Pessoa e muitas outras pessoas que moram nas palavras fugitivas e condutoras de
tempo.
Mas afinal,
porque escrevo?
Sei lá
eu, sei lá porque escrevo. De nada me basta saber que escrevo ou saber porque o
faço. Escrevo porque quando o faço sou a minha melhor versão, escrevo porque
sou, porque se não escrevesse este texto, jamais existiria. Escrevo porque
quero fazer nascer sentimentos, porque quero mudar, ajudar, porque quero agir.
Escrevo
porque o agora é tudo o que me resta, escrevo porque ainda acredito no para
sempre das memórias e momentos, não no para sempre das pessoas. Escrevo porque
o sei e só assim sei existir.



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