20 de Agosto de 2022


Que se atualizem os dicionários e que se mande à merda a Gramática.

Quando começamos a escrever Amor assim, com letra maiúscula? Quando começamos a pôr pontos finais onde pensamos sempre ser lugar de vírgulas? Quando começamos a construir frases que não nos destruam a alma? Quando deixamos de associar a poesia ao amor? Okay, talvez não seja necessário deixar de poetizar o amor.
Então, mas e quando começamos a ser plural mantendo a singularidade? Quando começamos a ser “nós” e deixamos de ser aquele pesado e demorado “eu e tu”?
Se sofro com espaços em branco? Sim, especialmente se estiverem entre essas mesmas palavras.“Eu” e “tu”, especialmente se estiverem entre os nossos corpos, entre os nossos corações e ideias. Às vezes elas também se enlaçam, como corpos suados em lençóis brancos feitos neve, numa espécie de dislexia que não nos deixa pensar corretamente, que nos desorienta e nos deixa um à procura do outro.
Não te faças palavra e não me fujas. Porque só gosto de errar contigo. Se for para ser erro gramatical, que seja contigo, que fuja à regra contigo. Que seja. Contigo.
Quando deixamos o “e se” e passamos para a certeza que vive permanente no tempo futuro do modo indicativo? 
Nunca gostei de tudo, mas foi no tudo que me dás que aprendi que a gramática não deve ser feita regra.
Afinal de contas, não se põem pontos finais em histórias que não foram feitas para serem acabadas 







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